Destino: Santos/SP

Orquidário, um refúgio verde

Quem não tem uma memória afetiva com o Orquidário de Santos que atire a primeira pluma de pavão. Desde 1945 o segundo equipamento turístico mais visitado de Santos faz a alegria de gerações, que percorrem suas alamedas atrás do exuberante e misterioso pavão. Quando foi inaugurado, era o maior parque do gênero, ao ar livre, do mundo.

O Orquidário é um parque zoobotânico que reproduz a Mata Atlântica, com cerca de 3500 orquídeas de 120 espécies, além de maisde1500árvoresearbustos,com exemplares de diversos países. São árvores frutíferas e medicinais, além de nativas como o pau-brasil, embaúba, ipê-roxo e pau-ferro.

Por lá, também encontramos mais de 500 animais, de 58 espécies, muitos, inclusive, vivendo soltos, como os famosos pavões, cutias, cágados e saracuras. O parque ainda tem atrações como a Trilha do Mel, o Jardim Sensorial e um Viveiro de Visitação Interna, que permite um contato muito próximo com as aves 

Outra boa surpresa do Orquidário é o setor de zoologia, referência no atendimento a animais silvestres, que realiza procedimentos cirúrgicos e hospitalares, quando necessário. 

Plantas que contam a história do Brasil 

Um passeio pelo Orquidário, além de proporcionar um dia agradável em meio à natureza, também é uma aula de história do Brasil. Pés de cacau, urucum, pau-brasil, mandioca, café e de banana formam o espaço das ‘Plantas que contam a História do Brasil’. 

Com 30 metros de altura, o exemplar de pau-rei é a árvore mais alta do parque, está logo na entrada, e pode ser identificada até mesmo longe do Orquidário. Outro destaque é o pau d’alho, de casca rugosa e flores brancas, com glândulas produtoras de essência com aroma semelhante ao do alho. Já o angico-branco, de grande porte e flores brancas, libera uma resina usada na fabricação de goma de mascar. O guapuruvu, símbolo do Vale do Paraíba, outra árvore de grande porte, também pode ser apreciada no parque e chega a crescer 3 metros por ano e alcança 30 metros.

Visitas ilustres 

Por sua abundância de natureza, o Orquidário atrai aves migratórias, entre elas os socós-dorminhocos, que podem ser vistos durante o dia ou à noite. Já as garças brancas, que fascinam crianças e adultos em vários pontos da cidade, principalmente no Mercado de Peixe da Ponta da Praia, chegam ao final da tarde e se abrigam nas árvores do lago para pernoitar. 

A história do parque 

O Orquidário Municipal foi inaugurado em 11 de novembro de 1945 para expor as orquídeas cultivadas por Júlio Conceição, o primeiro orquidófilo do Brasil, falecido sete anos antes. Ele morava em uma grande chácara no Boqueirão, chamada Parque Indígena, onde cultivava cerca de 90 mil orquídeas. Com a morte de Júlio Conceição, a área foi loteada em 1944 e seu patrimônio biológico, vendido por valor simbólico à Prefeitura. Mas a história do Orquidário começou, na verdade, em 1903, quando o engenheiro Saturnino de Brito iniciou seu inédito plano para saneamento de Santos. Seu projeto previa também a desapropriação de terrenos para facilitar o acesso à Usina de Tratamento, inaugurada em 1907, e para a construção de um parque público em frente a esse complexo. O terreno foi desapropriado em 1909 e doado pelo Estado à Prefeitura em 1914. Mas a ideia de construção do parque seria resgatada somente 24 anos depois. 

A gatronomia Santista

Rua gastronômica e outros roteiros para comer bem em Santos

Cantina italiana, culinária oriental – japonesa e chinesa, hamburgueria, comida mexicana, restaurante temático, cervejaria, pizzaria, botecos e até dinner club: tudo isso concentrado em uma única rua em Santos, no coração pulsante do Gonzaga. 

Desde o começo de 2018, a Rua Tolentino Filgueiras é considerada Rua Gastronômica de Santos, conquista amparada na lei municipal 3.417, uma articulação dos empresários da via, que também se mobilizaram para conseguir o novo visual junto à prefeitura. Então, em julho de 2020, a Tolentino ficou de cara nova, com faixas de pedestre personalizadas, formadas por desenhos de talheres, no lugar das tradicionais listras brancas e palavras como Tolentino, Gastronomia e Zero Treze. A via recebeu ainda mobiliário de rua com bancos, banquetas individuais e lixeiras, parte do calçamento em mosaico português e outra em cimento batido, além de postes com grafites temáticos assinados pelo Estúdio Bomfim. A rua também ganhou nova iluminação, troca de guias, sarjetas e bocas de lobo, além de ter recebido dutos subterrâneos para os cabos de telecomunicação. A esquina da Rua José Cabalero agora está nivelada à calçada e pintada na cor vermelha, sinalizando aos veículos que ali a prioridade é do pedestre, já que é o carro que está entrando em uma rua gastronômica, um espaço diferenciado.

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Nome AtualizadoCategoria
Guia Turístico
08/06/2021
08/06/2021 Guia